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O Disco Voador - de Fausto Fuser


 

 

Aconteceu a leitura dramática:

 

A leitura do texto O Disco Voador foi muito positiva, pois mostrou ao público o primeiro texto teatral de Fausto Fuser e foi interpretado por um elenco de talento. Sem desmerecer o restante do elenco, a jovem atriz (estudante da EAD) Carol Faria  deu um show. É um talento promissor das Artes Cênicas.

Pena que a leitura aconteceu num único dia, mas futuramente poderão ocorrer outros encontros ou mesmo a montagem do texto. Integração da equipe na interpretação dos personagens não faltou para isso.

A obra tem a duração de cerca de duas horas ( pois Fausto é bastante detalhista na elaboração dos diálogos e na narração dos fatos) e as críticas sociais ficaram mais evidentes com a encenação.

Após a apresentação Fausto declarou que muitos diálogos presentes na peça foram inspirados em fatos reais, relatados sobretudo pelo seu irmão Nelson (engenheiro, assim como Laerte, protagonista da peça). O sonho do moto-perpétuo permeou a vida de Nelson, assim como a de Laerte, e o seu conhecimento científico, sempre em prol de boas realizações, foi destacado por Fausto.

As lembranças da infância e juventude na Mooca também serviram como inspiração para a criação do texto.

Por ser uma obra de ficção, com boas pitadas de lembranças (e indagações) pessoais e familiares, O Disco Voador chamou a atenção dos presentes no Teatro dos Arcos.

 

Colocarei fotos...

 

Apesar de ser um evento efêmero, vale a pena deixar aqui registrado o momento de apresentação pública do texto, que  deixou Fausto Fuser muito emocionado.

 

 

Agradecimentos ( por parte de Nanda Rovere):

Adriana Balsanelli

Alan de Faria

André Toledo

Clóvis Torres

Deolinda Vilhena

Dib Carneiro Neto

Doreen Carre

Jornal da Tarde

O Estado de São Paulo

Selene Marinho

Site Atuando

Site Centro Novo

Site Jornal Spiner

Site Na Cabeça

Site Terra - Diversão e Cultura

Sueli Rovere Reis

 

 

 

 



Escrito por odiscovoador às 17h40
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ENTREVISTA DE FAUSTO CONCEDIDA AO SITE DA MOSTRA DE TEATRO DE RUA EM PARATY

O Prof. Dr. Fausto Fuser está entre as personalidades mais importantes das Artes Cênicas no Brasil.

 

Prestigiou a IV Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua em Paraty e impulsionou a reflexão sobre o teatro de rua ao participar de um bate-papo realizado na Casa de Cultura de Paraty.

 

Diretor, crítico de teatro, pesquisador, doutor e mestre em artes,tem contribuído para a formação de artistas e para a reflexão sobre o fazer teatral.

 

Na USP (ECA – Instituto de Comunicações e Artes) foi Professor das Disciplinas: Improvisação, Interpretação, Iluminação, Direção, Projetos Teatrais e Crítica. Publicou críticas teatrais em diversos veículos de comunicação.

 

Também é ligado ao cinema. Fez Mestrado em Artes na Faculdade de Direção Cinematográfica - Escola Nacional Superior de Teatro e Cinema Leon Schiller, na Polônia.

 

No momento se dedica a escrever críticas, quando convidado, participa da curadoria de festivais de teatro e está envolvido em dois  projetos: um longa e uma peça teatral.

 

Num país onde a arte, e quem vive da arte, raramente recebe o reconhecimento merecido, esta entrevista tem por objetivo apresentar algumas idéias desse artista que honra o nosso teatro.

 

Numa  conversa informal com o prof Dr Fausto Fuser, concedeu uma entrevista abordando questões referentes ao teatro de palco, ao teatro de rua.  Também falou sobre os seus projetos de direção teatral e cinematográfica, sobre a formação da juventude para o teatro, o papel da crítica teatral, entre outros assuntos.

 

A sua esposa Rachel Araújo,  professora da EAD e diretora teatral, deu um brilho especial à entrevista e complementou algumas questões expostas por Fausto.

 

 

 

O Prof Dr Fausto Fuser está entre as personalidades mais importantes das Artes Cênicas no Brasil.


Diretor, crítico de teatro, pesquisador, doutor e mestre em artes, tem contribuído para a formação de artistas e para a reflexão sobre o fazer teatral.


Na USP (ECA – Instituto de Comunicações e Artes) foi Professor das Disciplinas: Improvisação, Interpretação, Iluminação, Direção, Projetos Teatrais e Crítica. Publicou críticas teatrais em diversos veículos de comunicação.

 

Além de sua atuação na área teatral, estudou cinema na Polônia (mestrado em Artes pela Faculdade de Direção Cinematográfica na Escola Nacional Superior de Teatro e Cinema Leon Schiller) e assinou a direção de filmes e documentários.


Fausto Fuser prestigiou a IV Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua em Paraty e impulsionou a reflexão sobre o teatro de rua ao participar de um bate-papo realizado na Casa de Cultura de Paraty.

 

No momento, está envolvido com o argumento de um filme, que pretende dirigir, publica críticas quando convidado e participa de festivais como curador.


Num país onde a arte, e quem vive da arte, raramente recebe o reconhecimento merecido, esta entrevista tem por objetivo apresentar algumas idéias desse artista que honra o nosso teatro.

 

Para dar um brilho especial a essa matéria, Rachel Araújo (esposa de Fausto) Ela, professora do curso de Artes Cênicas da USP e diretora teatral, expressa pertinentes opiniões sobre os assuntos abordados.


ENTREVISTA FAUSTO FUSER

 

Nanda Rovere: Concorda que os artistas na atualidade estão voltados para produções onde a prioridade é a qualidade e não o mercado, ou será que isso é a visão de quem prestigia muito teatro alternativo?
Fausto Fuser:
Agora existe uma tendência mais forte para esse tipo de teatro. Vemos em São Paulo pessoas jovens se dedicando ao teatro de grupo. Também é um jeito de fortalecimento para se entrar no campo de trabalho.

 

 



Escrito por odiscovoador às 15h39
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CONTINUAÇÃO

Nanda Rovere: Neste sentido, como o senhor vê o desenvolvimento do teatro nas últimas décadas?

Fausto: A maneira como se fortaleceu o moderno teatro brasileiro, na década de 50 e 60, era um modelo europeu e acadêmico. O exemplo, mais brilhante disso era o TBC, mas não só o TBC. Na realidade, os próprios Os Comediantes que renovaram no Rio de Janeiro o teatro, assim como o Tablado e o Teatro do Sesi, tinham um molde meio italiano, meio francês com um grupo centralizado num produtor ou produtora. Esse foi o modelo do início da renovação do teatro brasileiro.

Os grupos Teatro de Arena e Oficina em São Paulo começaram a romper este molde. Eram companhias mais ou menos coletivas, em que o diretor era mais ou menos um produtor, mas ainda ligado ao molde tradicional do TBC (que tinha uma espécie de consultor intelectual). O Teatro de Arena, por exemplo, teve inicialmente o Rogério Jacob e depois o Sabato Magaldi. O Teatro Oficina, o Eugenio Kusnet. As coisas seguiam ordenadamente o seu curso, mas com a ¨Revolução Gloriosa¨ de 1964 (Golpe Militar), com a censura tenebrosa, os grupos se pulverizaram. Ao mesmo tempo, surge ao lado da censura e da ditadura, a revolução sexual no Brasil, início dos anos 70, que realmente foi uma efervescência sexual intelectual e comportamental. Toda essa situação criou um caldo social de inquietação e busca de saber, ao mesmo tempo que não se podia falar as coisas abertamente porque seriam censuradas e tomadas como subversão. Tudo jogava contra uma direção organizada de um grupo de teatro e surgiram os teatros coletivos, de uma estrutura frágil.

Os grupos seguiram o caminho da fragmentação individual e nós estamos no momento da atomização, nem mais da individualização. Cada criador se julga um teatro e faz um teatro sem nenhum vínculo e preocupação referencial. E essa é a situação atual...

 

Nanda Rovere: E isso pra qualidade do espetáculo certamente não é bom...

Fausto: Seguramente não é bom, porque a qualidade de um trabalho exige rigor, pesquisa e dedicação. Essas palavras são contrárias à criatividade de quem faz o quem bem entende, apoiados no ¨jeitinho brasileiro¨ comum na produção cultural dos grupos que seguiram na década de setenta...Por outro lado, atualmente, existem poucas boas faculdades de teatro, com professores bem gabaritados e que estão colocando no mercado jovens que tem a estirpe de guerrilheiros, dispostos a inovar e altamente competentes, criativos e contestatórios. 

Rachel Araújo:Temos grupos de jovens que investem grandemente nas pesquisas por parte dos seus diretores ou atores dos seus elencos, que estão saindo da pós-graduação.existindo, portanto , um rigor de pesquisa que merece ser ressaltado. O grupo da Vertigem é um exemplo de grupo que foi gestado na USP, a partir de uma pós-graduação com Jacob Guinsburg, do teatro moderno. Tem também a Georgette Fadel, a Cibele Forjaz (que veio da ECA), entre outros.

 

Nanda Rovere: O que tem visto que tem chamado a sua atenção?.

Fausto: Esses teatros gestados nos bons cursos universitários como a Unicamp e Usp.

 

Nanda Rovere: A cultura no Brasil é elitizada; a grande massa não tem acesso aos teatros e eventos. Neste sentido, qual a importância do Teatro de Rua para a sociedade brasileira tão carente culturalmente?

Fausto: Sem querer chover no molhado ao falar da importância social de um teatro na rua, gratuito, oferecido a quem quiser parar pra ver, considero de uma importância inegável e que deve ter uma sustentação do Estado, seja prefeitura, secretaria da educação, secretaria de cultura. Como ele é ofertado para o público na rua, as pessoas responsáveis pela manutenção pública também devem pagar a isso, assim como pagam a um guarda de trânsito. Só que a prefeitura de São Paulo cobra uma taxa de quem se apresenta na rua, grupos profissionais ou amadores. Se não me engano esse absurdo foi obra da Marta Suplicy...

 

 



Escrito por odiscovoador às 15h38
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CONTINUAÇÃO

Nanda Rovere: Neste sentido, qual a importância de uma mostra de teatro como a Rio-São Paulo de Teatro de Rua em Paraty na valorização do teatro de rua e do turismo local?

Fausto: Eu não conheço outra mostra essencialmente de teatro de rua...A Mostra de Paraty um mostruário. Lá vemos teatro de rua de todo tipo. Uma grande parte desse teatro de rua é teatro de palco levado pra rua. Então ele leva os problemas da estética do teatro de palco , apoiado na palavra e com fortes tendências psicológicas e dramáticas, para a rua. Leva consigo também a inconsistência do procedimento estético intimista do teatro fechado para a rua, perdendo todas as nuances e é onde o ator se vê obrigado a cair na caricatura, perdendo a personagem. Eu não acredito que a curadoria da mostra tenha condições em fazer uma triagem, mas é importante se discuta isso: essa estética de apresentação na rua é oriunda do palco com quatro paredes ou não? Ou o teatro de rua que não tem paredes pode ir para um circo aberto, e aí a linguagem é mais circense?...provavelmente...

Desde que se coloque honestamente qualquer solução é aceitável, mesmo que mal realizado.

 

Nanda Rovere: O projeto Ademar Guerra (grupos selecionados recebem orientação técnica e artística de profissionais de teatro, da Secretaria de Estado da Cultura, foi o motivo de sua presença na mostra de teatro de Paraty no ano passado. A sua participação no projeto certamente é um indício de sua visão favorável ao Poder Público como fomentador de cultura, não?

Fausto: Quando eu fui a Paraty eu era curador do projeto Ademar Guerra e eu tinha essa preocupação como curador. O projeto é de Presidente Prudente e vive ao sabor de quem está na curadoria e de quem está na secretaria de cultura. Por exemplo, atualmente o projeto tem um artista muito competente como representante e ele está paralisado porque o secretário de cultura não toma conhecimento do projeto . Ele está sendo mantido, mas parado. Ele não é de teatro de rua, ele é de palco tradicional

 

Nanda Rovere: Por isso que fiz a pergunta, projetos interessantes muitas vezes são inviáveis em virtude do desinteresse público em promovê-los ou pelo menos de apoiá-los. Existem outros projetos como o Ademar Guerra?

Fausto: Não, projetos não existem. O que existia até a gestão da Claudia Costin, um indivíduo na comissão de atividades, que aceitava projetos de mini-cursos de teatro no interior. Os artistas e professores de teatro propunham três dias de diversas oficinas em cidades, que sem nenhum critério e verificação de competência de currículo, davam um cachê para essas pessoas ganharem alguns tostões. Havia pessoas interessantes e outras que era preciso tomar cuidado na seleção. Atualmente eu acredito que nem essa atividade esteja acontecendo.

 

Nanda Rovere: Concorda que a mostra em Paraty merece todos os créditos por estar fomentando o fazer teatro de rua e a reflexão sobre essa manifestação artística?

Fausto: Concordo, mas o Ailton está muito isolado lá porque não há uma comissão de teatro de rua. Isso é preocupante, o Ailton não está liderando nem um pequeno grupo de Paraty que esteja planetariamente unido à prefeitura. Ele está sozinho como franco atirador, acompanhado de outros franco atiradores também isolados.

 

Fausto para Rachel: Eu queria saber de você que é professora de interpretação se há diferença entre teatro de rua para o teatro de palco.

O espaço determina uma diferença gritante. O teatro de rua é muito mais imagético do que o tradicional, e por isso está mais próximo da commedia della arte e do circo. A rua pede uma estilização seja ela de qual natureza for. Pede pernas de pau, gestos mais exagerados, etc.

 

Nanda Rovere: Já conhecia Paraty? Como foi a sua impressão com relação à cidade e às apresentações de teatro de rua integradas naquela beleza arquitetônica e natural?

Fausto: É o palco ideal para o teatro de rua que qualquer tipo, de qualquer espécie; não só na pça da matriz, nos recantos mágicos ao lado das igrejas. Paraty é uma cidade presépio, emblemática de um Brasil, que todos nós sonhamos que tenha havido algum dia e que a nefasta política destrói a cada dia que passa...

 

Nanda Rovere: A mostra de Paraty mesmo contando praticamente só com o apoio da prefeitura tem crescido a cada ano, com pessoas do Rio e São Paulo - Capital e interior, bem como de outras localidades do Brasil, se interessando em prestigiar o evento, seja como artista ou como público. Essa iniciativa louvável da Secretaria de Cultura da cidade precisaria ser copiada pelo Brasil afora...

Rachel: No Brasil, temos manifestações populares que estão na raiz do teatro de rua, como as festas do Divino, o bumba-meu-boi e uma coisa surpreendente é não ter mais eventos como esse.

Fausto: O problema é que existe um preconceito burguês, e pequeno burguês, contra o teatro de rua e contra as atividades não remuneradas e o homem não-letrado, não acadêmico. A Secretaria de Estado Cultura, quando estive lá no Projeto Ademar Guerra, cansei de encontrar incompreensão nos vários níveis referentes ao teatro amador. Vindo de Paraty eu tentei fazer uma mostra de bonecos e não consegui. Não tive com quem conversar, não tive diálogo. As pessoas não querem ouvir, ou porque têm preconceitos ou porque são ignorantes.

Teatro deve acoplar todo tipo de estética, teatro de bonecos, teatro de rua, teatro de palco, de formas animadas (ou mesmo misturar tudo isso numa montagem).

Rachel: Graças a deus não precisamos escolher entre uma coisa ou outra, podemos ficar com uma coisa e outra.

 

 



Escrito por odiscovoador às 15h38
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CONTINUAÇÃO

Nanda Rovere: E tanta coisa boa acontecendo fora do chamado eixo Rio - São Paulo que não chegam até nós...

Fausto: É a oportunidade para os que estão fora desse eixo, e, infelizmente, não temos contato com esses artistas. Eles chegam aqui em São Paulo e desaparecem...

O teatro não precisa ser bom, ele precisa ser verdadeiro. Eu vi teatro de bonecos em São Luis do Maranhão feito na periferia, de você chorar de emoção. Eles pegavam as danças do bumba-meu-boi e transportavam para o teatro de bonecos, de mamulengos. Os bonecos eram feitos de espiga de milho, de rabo de cavalo amarrado; tosco, mas maravilhoso porque refletiam o mundo poético. Não tem problema que seja mal feito, mas tem que ser verdadeiro. A poesia sendo verdadeira, a realidade do espetáculo não tem a menor importância.

 

Nanda Rovere: Tanto como diretor quanto como professor o sr. tem trabalhado com jovens atores. Como vê o futuro do teatro diante da perspectivas desses meninos e meninas?...
Rachel: Os alunos que recebemos na Escola de Arte Dramática são, na sua maioria, pertencentes á elite porque a peneira pela qual eles passam é bem rigorosa... A grande referência ainda é a televisão. Cada vez menos recebemos alunos advindos do teatro amador...

Fausto: Na Eca menos porque os cursos são mais específicos...

 

Nanda Rovere: Qual a função da crítica teatral?

Fausto: Eu só estou escrevendo a convite. Tem críticos bons.

Rachel: A Mariângela Alves de Lima, por exemplo, faz o papel da crítica que aponto as qualidades e defeitos para que os artistas cresçam...Quando os críticos escrevem para jornal todos devem entender o que ele está dizendo, sobretudo quem se interessa pelo assunto. Acredito que todos dão importância para o trabalho do crítico, mas nem todos falam isso.

O artista tem que colocar na cabeça que se ele está na chuva é para se molhar. Tem gente que vai falar bem, tem gente que vai falar mal. E tem crítico que fala mal independente da qualidade do trabalho, fala por inveja, por problemas pessoais...eu falo muito para os meus alunos no começo do curso que eu não quero que eles achem nada do trabalho dos colegas porque não sabem que podem malhar um trabalho do colega por inveja, porque o colega fez uma produção boa.

 

Nanda Rovere: Como foi a sensação de ser homenageado nos Satyros no ano passado pela sua contribuição ás artes cênicas?

Fausto: Eu já tinha me aposentado na época. Fiquei mais feliz do que você imagina. O Waterloo Gregório (o ator faleceu recentemente), que me entregou o prêmio não apreciava as minhas críticas e era contra mim. Ele era destaque de um grupo que me odiava por eu ter feito críticas negativas e eu tive que dirigir uma peça deles. Quando percebi que eram contra mim eu decidi continuar a minha viagem oferecendo a todos ração, água, repouso, cuidado médico e atenção de diretor de teatro...eu não sei se todos mudaram de opinião, mas o Waterloo, decididamente, mudou. E ele, ao me dar o premio nos Satyros, admitiu que foi um pentelho comigo...Eu era maldito, era muito verdadeiro nas minhas opiniões.

 

Nanda Rovere: E a sua experiência com o cinema?

Fausto: Na Polônia eu fiz filmes, aqui eu fiz documentários, mas sem importância nenhuma. Eu estudei cinema lá e dei um pouco de aula de cinema na FAAP (na fundação da sua escola de cinema). Quando eu entrei na USP fui convidado para dar aula de cinema, não de teatro. Mas aí os alunos queriam fazer queriam usar a câmera como um fuzil (era o pensamento da época). E eu pensava em cinema e poesia. Eles queriam Glauber Rocha, e eu queria Fellini....Era proibido falar em Bergman, Felinni, Visconti...Quando eu percebi isso, voltei para o teatro (eu já dava aula antes de ir para a Polônia, em Porto Alegre).

 

Nanda Rovere: Tem vontade de voltar a dirigir (teatro e cinema)?

Fausto: Eu conheci um dramaturgo chamado José Saffioti Filho, que escreveu uma peça de teatro, e esteve aqui em casa para me convidar para dirigir o seu texto. Estávamos nos preparando para fazer leituras públicas e ele faleceu. Depois de alguns meses, consegui fazer leitura no Sesc Anchieta, com um elenco muito bom, o Antonio Petrin, a Mirian Mehler, a Ana Fuser, entre outros. Ainda não tenho um produtor e não tenho jeito para levar uma produção.

Atualmente eu estou fazendo um projeto de um argumento de um filme de longa metragem e eu chamei homens de teatro, dramaturgos, para colaborarem comigo. Estou trabalhando com isso sem perspectivas de produção e a direção será minha, mas pode ser que amanhã seja de outra pessoa.

 

 

Esta matéria está disponível para publicação gratuita, total ou parcialmente, desde que seja solicitada autorização do autor e citada sua fonte: http://www.mostrateatroparaty.com.br

 

 

 

 

 



Escrito por odiscovoador às 15h37
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Prof. Fausto Fuser elabora dois comunicados sobre a leitura do seu texto O Disco Voador‏

O DISCO VOADOR  -  Leitura e Debates no Teatro dos Arcos

 

No próximo dia 26, às 20:30 horas, no Teatro dos Arcos, com entrada grátis, será realizada a leitura pública, com debates ao final, da peça “O DISCO VOADOR”, de Fausto Fuser. Trata-se da primeira peça do ex-crítico e professor da ECA que, anteriormente, apenas havia assinado duas adaptações e poucas traduções.

 

Fausto Fuser participou do primeiro momento do Teatro de Arena de São Paulo, a convite de José Renato, de quem foi por alguns anos, assistente de direção. Depois, estudou cinema, na Polônia, antes de ingressar na crítica teatral e de dança e dedicar-se ao ensino do teatro na ECA/USP, onde se aposentou. Dirigiu várias peças e óperas, e alguns filmes de curta-metragem. Lecionou interpretação, direção e crítica teatral.

“O Disco Voador” também poderia ter como título “O Vôo do Disco”, por conta da sua construção fragmentada e múltiplas cenas, com ações aparentemente desconexas, “olhadas de cima, rapidamente, de passagem”. Talvez influência do gosto do autor pelo cinema.

 

Realidades diferentes juntadas em locais distintos, personagens aparentemente não relacionadas  umas com outras e tempos inesperados fazem como um olhar a partir de    um “disco voador em vôo”, como diria uma personagem, com ingenuidade: – “Numa hora está aqui, mas em seguida num chapadão de Mato Grosso, depois nas ilhas de Fernando de Noronha e logo às margens da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul  e  imediatamente, em São Tomé das Letras, Minas Gerais, pairando no ar, perto da entrada de uma gruta misteriosa!”.  

 

Fuser prefere resumir sua peça de estréia  como um grande e impiedoso vitral dos nossos dias de poucas cores.  As coisas  acontecem apesar de nós mesmos. Se cotejarmos nosso tempo vivido com a liberdade que nos confere a memória e a verdade do desenrolar dos fatos, termina-se, por vezes, em acusações surpreendentes, independentemente dos valores de justiça. Antigos bons colegas de faculdade, companheiros de estudos, habitação, bebedeiras e aventuras, hoje, perto da aposentadoria, não conseguem impedir que boas lembranças se transformem em elementos acusatórios. A dominação, o exercício do poder  entre adultos maduros, não é um jogo retórico: é uma sentença a cumprir.

 

Fragmentos  podem parecer xérox  pinçados de páginas da nossa imprensa diária. Mas o autor jura: - “A mais perversa  criatividade  não consegue ir à frente da nossa realidade...” 

 

No Teatro dos Arcos, a leitura de “O Disco Voador” (ou “O Vôo do Disco”), reúne no elenco: Luiz Serra, Selma Luchesi, Laerte Mello, Eliane Rossetto, Mário Condor, Adriana Dahm, João Otávio, Malu Rocha, Leonardo Mussi e Carol Faria.  Trilha sonora e sonoplastia de Sérgio Yamamoto. A direção é do veterano autor, estreante na dramaturgia.

O Teatro dos Arcos (tel. 3101-7802),  fica na Rua  Jandaia, 218 , junto à Av. Brigadeiro Luiz Antonio e Praça Pérola Byington (Estação Metrô Sé).  Est. conveniado (R$7,00 todo o período) à Av. Br. L.Ant., 759, Estacionamento Gigante.

 



Escrito por odiscovoador às 15h31
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                                                    “O  DISCO VOADOR”

 

                                        LEITURA DE PEÇA  no  Teatro dos Arcos

 

O  TEATRO DOS ARCOS, com o elenco: Luiz Serra, Selma Luchesi, Laerte Mello, Eliane Rossetto, Mário Condor, Adriana Dahm, João Otávio, Léo Mussi,  Malu Rocha,  Carol Faria e sonoplastia de Sérgio Yamamura   fará a LEITURA PÚBLICA  da peça “O Disco Voador”. Dia 26 (terça-feira), às 20:30hs, com entrada grátis e debate após a leitura.

 

“O DISCO VOADOR” -  a peça de estréia na dramaturgia de Fausto Fuser, veterano professor  (aposentado na ECA/USP), diretor e crítico teatral, partiu de uma lembrança muito forte: seu irmão, engenheiro mecânico e eletricista, desde muito cedo buscou construir um motor independente de eletricidade ou de combustível. Um “moto-perpétuo”,  pequeno e muito potente, como serão os motores dos discos voadores...

A vida na Rua Dom Bosco (ex-Rua Xingu), na Mooca dos anos 40, tinha a magia da “São Paulo da garoa”. Os meninos corriam soltos pelas ruas poeirentas, entre as pequenas fábricas que brotavam e o Colégio Dom Bosco, do Padre Benedito, território livre, de poucos estudos, mas de muita vida.

Para o autor, esta peça poderia também chamar-se  ‘O Vôo do Disco’, se tivermos em conta a visão dos quadros que se sucedem no palco e os múltiplos acontecimentos, sem conexão aparente, como as próprias personagens. Mas as coisas acontecem, inexoráveis, com ou sem a vontade das personagens. E o desenlace, na cidade de hoje, será determinado por forças desconhecidas, alheio aos princípios da justiça humana. O jogo do poder e a ambição invadem, como veneno sutil, até os sonhos e as vidas mais reservadas. A ninguém será permitido manter-se do lado de fora: será jogar, ou jogar – mesmo que no campo errado. Não importa que, um dia, estivemos no mesmo time e jogamos o mesmo jogo.

 

O Teatro dos Arcos fica na Rua Jandaia, 218 – tel.3101-7808. Acesso pela Av. Br.L.Ant. junto à Pr. Pérola Byington (Est. Metrô Sé). Estacionamento Gigante, Av. Br.L.Ant., 759 (conveniado, período, $7,00).

 

 



Escrito por odiscovoador às 15h30
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Olá,

Em nome de Fausto Fuser os convido, a prestigiarem e divulgarem, a leitura dramática do seu primeiro texto teatral: O Disco Voador

Abraço

O DISCO VOADOR  -  Leitura Dramática e Debate no Teatro dos Arcos

 

Com o objetivo de mostrar ao público o texto teatral “O DISCO VOADOR”, Fausto Fuser realizará leitura pública da sua peça.

Trata-se da primeira peça do ex-crítico e professor da ECA que, anteriormente, havia assinado apenas duas adaptações e poucas traduções.

O evento ocorrerá no próximo dia 26, às 20h30, no Teatro dos Arcos, e contará com a participação de um elenco com uma interessante trajetória nos palcos brasileiros. A direção é do autor.

 

SOBRE A PEÇA:

 

“O Disco Voador” também poderia ter como título “O Vôo do Disco”, por conta da sua construção fragmentada e múltiplas cenas, com ações aparentemente desconexas, “olhadas de cima, rapidamente, de passagem”. Talvez influência do gosto do autor pelo cinema.

Realidades diferentes juntadas em locais distintos, personagens aparentemente não relacionadas  umas com outras e tempos inesperados fazem como um olhar a partir de um “disco voador em vôo”, como diria uma personagem, com ingenuidade: – “Numa hora está aqui, mas em seguida num chapadão de Mato Grosso, depois nas ilhas de Fernando de Noronha e logo às margens da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul,  e  imediatamente em São Tomé das Letras, Minas Gerais, parado, no ar, perto da entrada de uma gruta misteriosa!”. 

Fuser prefere resumir sua peça de estréia  como um grande e impiedoso vitral dos nossos dias de poucas cores.  As coisas  acontecem apesar de nós mesmos. Se cotejarmos nosso tempo vivido com a liberdade que nos confere a memória e a verdade do desenrolar dos fatos, terminamos, por vezes, em acusações surpreendentes, independentemente dos valores de justiça. Antigos bons colegas de faculdade, companheiros de estudos, habitação, bebedeiras e aventuras, hoje, perto da aposentadoria, não conseguem impedir que boas lembranças se transformem em elementos acusatórios. A dominação, o exercício do poder  entre adultos maduros, não é mais um jogo retórico: é uma sentença a cumprir.

Fragmentos  podem parecer xerox pinçados de páginas da nossa imprensa diária. Mas o autor jura: - “A mais perversa  criatividade  não consegue ir à frente da nossa realidade...”

No Teatro dos Arcos, a leitura de “O Disco Voador” (ou “O Vôo do Disco”) reúne no elenco: Luiz Serra, Selma Luchesi, Laerte Mello, Eliane Rossetto, Mário Condor, Adriana Dahm, João Otávio, Malu Rocha, Leonardo Mussi e Carol Faria (estudante da EAD). Trilha sonora e sonoplastia de Sérgio Yamamoto. A direção é do veterano autor.

O evento proporcionará aos interessados pelas Artes Cênicas um encontro direto com o dramaturgo, visto que haverá um bate-papo após a apresentação.

O Teatro dos Arcos tem fácil acesso pela Avenida Brigadeiro Luís Antonio. O espaço abriga espetáculos teatrais e já realizou algumas leituras dramáticas.

 

PEQUENA SINOPSE:

Laerte é um habilidoso engenheiro mecânico que passou a vida inteira sonhando em criar um motor que funcione sem gasolina, o velho sonho do chamado Moto Perpétuo.

Esse extraordinário projeto tecnológico acaba atraindo interesses financeiros e de poder.

 

SOBRE FAUSTO FUSER:

Fausto Fuser participou do primeiro momento do Teatro de Arena de São Paulo, a convite de José Renato, de quem foi, por alguns anos, assistente de direção. Depois, formou-se em cinema na Polônia, antes de ingressar na crítica teatral e de dança e dedicar-se ao ensino do teatro na USP, onde se aposentou. Dirigiu várias peças e óperas e alguns filmes de curta-metragem. Lecionou interpretação, direção e crítica teatral. Publicou críticas teatrais em diversos veículos de comunicação.

 

SERVIÇO - PARA ROTEIROS:

Leitura dramática do texto ¨O Disco Voador¨, de Fausto Fuser.

Elenco: Luiz Serra, Laerte Mello, Selma Luchesi, Mário Condor, Adriana Dham, João Otávio, Eliane Rosseto, Leonardo Mussi, Malu Rocha e Carol Faria. Trilha sonora e sonoplastia de Sérgio Yamamoto. Direção: Fausto Fuser. Dia 26 de agosto de 2008, às 20h30. Debate após a leitura. Entrada franca.

Teatro dos Arcos: Rua Jandaia, 218. Telefone: (11) 3101-7802. Possui acesso para deficientes físicos. Convênio com o estacionamento ¨Gigante¨: Av. Brig Luís Antonio, 759 - altura da Praça/Hospital Pérola Byington. São Paulo/SP.

 

Para informações adicionais sobre o evento, contato e currículo dos atores e equipe:

Blog com informações sobre a equipe da Leitura Dramática: http://leituraodiscovoador.zip.net/

 

Assessoria de Imprensa e divulgação:

Nanda Rovere

Contato:

11  5589-7370/9714-5072

nandarovere@hotmail.com

nandarovere@gmail.com

 

 

 

 

 



Escrito por odiscovoador às 19h38
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FOTOS

FAUSTO NA MOSTRA DE TEATRO DE RUA EM PARATY

OBS: Fausto e Amir Haddad

 

 

 

 



Escrito por odiscovoador às 01h14
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Teatro dos Arcos: R Jandaia, 218. Telefone: (11) 3101-7802. Possui acesso para deficientes físicos. Convênio com o estacionamento ¨Gigante¨: Av Brig Luis Antonio, 759 - altura da Praça/Hospital Pérola Byington

Mapa: Site Terra

De Metrô: Descer na estação São Joaquim e caminhar até a brig pela Condessa de São Joaquim.

Ônibus:

Descer na Brig Luis Antônio, pois a Jandaia é uma travessa. Ponto: Pérola Byington

Linha
Denominação
475M-10 JD. DA SAUDE TERM. AMARAL GURGEL
475R-10 JD. SAO SAVERIO TERM. PQ. D.PEDRO II
5100-10 PINHEIROS TERM. PQ. D. PEDRO II
5106-10 DIVISA DE DIADEMA TERM. PRINC. ISABEL
5106-31 DIVISA DE DIADEMA TERM. PRINC. ISABEL
5111-10 TERM. STO. AMARO TERM. PQ.D. PEDRO II
5111-21 TERM. PQ. D. PEDRO II PÇA. DOM GASTÃO
5118-10 TERM. JOAO DIAS LGO. SAO FRANCISCO
5119-10 TERM. CAPELINHA LGO. SAO FRANCISCO
5121-10 STO. AMARO METRÔ SANTA CECÍCLIA
5121-41 TERM. STO. AMARO METRÔ STA.CECILIA
5126-10 METRÔ CONCEIÇÃO PRAÇA JÚLIO PRESTES
5131-10 CIDADE ADEMAR PQ. DOM PEDRO II
5154-10 TERM. STO. AMARO EST. DA LUZ
5164-10 V. STA. CATARINA LGO. SAO FRANCISCO
5175-10 BALNEARIO SAO FCO. PÇA. DA SÉ
5178-10 JD. MIRIAM LGO. SAO FRANCISCO
5185-10 TERM. GUARAPIRANGA PQUE. D. PEDRO II
5194-10 JD. SÃO JORGE ATÉ APURÁ LGO. SAO FRANCISCO
6412-10 PARAISOPOLIS TERM. PRINC. ISABEL
6418-10 REAL PARQUE LARGO SÃO FRANCISCO
6418-31 REAL PARQUE

 SP Trans

 

 

 

 

 

 



Escrito por odiscovoador às 04h02
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FAUSTO FUSER

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

sistemas.usp.br/atena/atnCurriculoLattesMostrar?codpes=43332

www.bife.com.br

 

 



Escrito por odiscovoador às 03h13
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SERGIO YAMAMOTO

Ator, sonoplasta, criador de trilhas sonoras

Integrante do Núcleo Arte Ciência no Palco

-Cada Um a Seu Modo

 



Escrito por odiscovoador às 02h50
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LEONARDO MUSSI

ESPETÁCULO Amada, mais conhecida como mulher, também chamada de Maria

Foi aluno da UNESP no curso de Educação Artística, habilitação em Artes Cênicas

Amada, mais conhecida como mulher e também chamada de Maria


Um suspense é provocado pelos lances de escada terra à dentro. E a cada corredor virado, sem ver o próximo da fila e sem saber o rumo seguinte, instiga mais ainda os olhares atentos para saber o quê lhes aguardam. A orientação, fora a regra básica, e respeito, para desligar qualquer aparelho sonoro, são para que sigam os atores e permanecem de pé, até o momento que possam sentar; e não mudar de lugar os banquinhos. (Mas que banquinhos?) E dada tamanha situação inusitada, alguns desacostumados, travam no meio do caminho, sem saber ao certo como agir. Ainda há um tom de curiosidade naquilo tudo.

O teatro que se forma ao desenrolar das cenas é algo de improviso meticulosamente programado. E faz jus à expressão "o espetáculo é único". E isso não é só a força da expressão, mas cada dia, cada banquinho tem um dono diferente; a cada apresentação, uma pessoa age, reage, pensa diferente da outra. E sem essa diferença, sem esse processo colaborativo “pós concepção” faria, sim, com que fosse igual. Por mais que o ator ali atuasse de maneira diferente do dia anterior, esquecesse o momento certo da pausa no texto, permaneceria extremamente igual sem as respostas daquela platéia com a sua vontade de mais ineditismos teatrais ouriçada a todo o momento.

"Podem sentar!"

E então, filhos e irmãos desconhecidos se encontram ali. Irmãos da Pátria que os criou e que muitos não prestam atenção. Enfim esta Pátria será apresentada aos seus filhos, apresentada para todos os ângulos: dos bancos, ao ponto mais alto da arquibancada. E se não bastasse, trocados de lugar ao som "caliente" da música latina numa bela dança descompassada.

A luta dessa mulher de ventres largos, parrideira com excelência, é sofrida. A Maria é usada, são extraídos de si seus valores únicos por culpa do interesse de outras Pátrias não tão boas genitoras como esta. E a história dela se repete em meio as suas filhas e filhos. Mas que continuam na batalha por um copo d'água, mesmo só conseguindo "coca".

Os elementos cenográficos, figurinos, iluminação, e todo o aparato técnico não precisam ser descritos. São só completos bem escolhidos para partilhar com seus irmãos, a história dessa mão gentil que não desiste de seus filhos e que ainda está sendo escrita por essa “nação desfacelada” que não se deu conta de que dividem o mesmo ventre da nossa Mulher.

http://del.art.br/criticas/amada.htm

www.spiner.com.br/JornalSpiner/index.php?subaction=showfull&id=1197084684&archive= -

http://www.spiner.com.br/JornalSpiner/noticias.php?subaction=showfull&id=1187216281&archive=&start_from=&ucat=33

 

 



Escrito por odiscovoador às 02h41
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ELIANE ROSSETO

atriz e bailarina

-Brasil de cabelos brancos

-LÁGRIMAS DE UM GUARDA-CHUVA -

-Júri técnico do Festival Nacional de Teatro de Limeira 

-Orientação do curso livre de teatro da Casa da Comédia

 



Escrito por odiscovoador às 02h34
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ADRIANA DHAM

Atriz e iluminadora

Integrante do Núcleo Arte Ciência no Palco
 

- Espetáculo Ouvindo Estrelas

 

 



Escrito por odiscovoador às 02h25
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